PARTE II — Formação Histórica
| PERÍODO | PLANO ECONÔMICO | PADRÃO MONETÁRIO | FILOSOFIA/IDEOLOGIA | MODELO DE EXTENSÃO |
|---|---|---|---|---|
| 1948–1964 | Plano SAL-T; Plano de Metas | Cruzeiro | Desenvolvimentismo estrutural; Estado indutor | Difusionista clássico |
| 1964–1985 | PAEG; Milagre econômico; II PND | Cruzeiro/Cruzado | Modernização conservadora; Tecnocracia autoritária | Difusionismo produtivista |
| 1985–2002 | Planos Heterodoxos; Plano Real (1994) | Cruzado; Cruzeiro; Real | Transição democrática; Ajuste estrutural; Neoliberalismo regulado | Extensão fragilizada; Transição para enfoque participativo |
| 2002–2016 | Consolidação do Real; PAC; Políticas anticíclicas | Real | Social-desenvolvimentismo; Inclusão produtiva | Extensão Territorial participativa |
| 2016–2026 | "Uma Ponte para o Futuro"; Teto de Gastos; Novo Arcabouço Fiscal | Real | Liberalismo fiscal (2016–2022); Retomada desenvolvimentista moderada (2023...) | Modelo híbrido; Retração institucional; Recomposição estratégica |
A análise histórica evidencia que a extensão rural no Brasil acompanha as transformações do Estado e da economia, assumindo diferentes configurações conforme os projetos de desenvolvimento em disputa. Longe de ser uma política linear, sua trajetória é marcada por avanços, rupturas e reconfigurações, refletindo as tensões estruturais da sociedade brasileira.