PARTE II — Formação Histórica
O período de redemocratização é marcado por crise fiscal do Estado e desestruturação de políticas públicas. A extinção da EMBRATER em 1990 simboliza a fragilização institucional da extensão rural.
Nesse contexto, ganha força a noção de agricultura familiar, impulsionada por movimentos sociais e novas agendas de desenvolvimento rural. A criação do PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) em 1995 representa uma inflexão importante, ao reconhecer a especificidade desse segmento.
A criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o fortalecimento do PRONAF marcam um período de expansão das políticas voltadas à agricultura familiar.
A extensão rural passa a incorporar:
Nesse período, observa-se maior alinhamento entre extensão rural e inclusão social.
A partir de 2016, observa-se uma reconfiguração das políticas públicas, marcada por restrições orçamentárias e mudanças institucionais. O documento "Uma Ponte para o Futuro" (2015) sinalizou uma orientação econômica baseada em ajuste fiscal e redução do papel do Estado, que se aprofundou nos anos seguintes.
Nesse cenário, a extensão rural volta a se situar no centro de disputas: