PARTE II — Formação Histórica

Capítulo 3
Crise, transição e reconfiguração (1985–2000)

3.1 Redemocratização e crise institucional

O período de redemocratização é marcado por crise fiscal do Estado e desestruturação de políticas públicas. A extinção da EMBRATER em 1990 simboliza a fragilização institucional da extensão rural.

3.2 Emergência da agricultura familiar

Nesse contexto, ganha força a noção de agricultura familiar, impulsionada por movimentos sociais e novas agendas de desenvolvimento rural. A criação do PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) em 1995 representa uma inflexão importante, ao reconhecer a especificidade desse segmento.

Capítulo 4
Reconstrução e expansão (2000–2016)

4.1 Nova institucionalidade e políticas públicas

A criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o fortalecimento do PRONAF marcam um período de expansão das políticas voltadas à agricultura familiar.

4.2 Extensão rural e inclusão social

A extensão rural passa a incorporar:

  • Abordagem territorial
  • Metodologias participativas
  • Enfoque em sustentabilidade

Nesse período, observa-se maior alinhamento entre extensão rural e inclusão social.

Capítulo 5
Reconfiguração recente (2016–2026)

5.1 Mudanças institucionais e restrições fiscais

A partir de 2016, observa-se uma reconfiguração das políticas públicas, marcada por restrições orçamentárias e mudanças institucionais. O documento "Uma Ponte para o Futuro" (2015) sinalizou uma orientação econômica baseada em ajuste fiscal e redução do papel do Estado, que se aprofundou nos anos seguintes.

5.2 Extensão rural em contexto de disputa

Nesse cenário, a extensão rural volta a se situar no centro de disputas:

  • Redução vs. fortalecimento do Estado
  • Mercado vs. políticas públicas
  • Inclusão vs. eficiência produtiva
Extensão Rural — Um Projeto em Disputa Parte II